Sobre o Ano Novo e os novos Ciclos

Desde quando o ano novo é comemorado? Porque a humanidade precisa deste “reset”?

Nas mais diversas culturas humanas e em todos os tempos, houve a necessidade de marcar o tempo e delimitar ciclos, para definir o momento de “reset” e passagem do ciclo passado e o início de um novo ciclo. E eles foram marcados por movimentos lunares, estelares e solares.

Dentre os rituais de passagem mais antigos está a passagem de novo ciclo ou ano novo. Com práticas milenares e associadas em especial com a grande Deusa Mãe. Essas práticas remontam ao momento em que a humanidade começa a compreender os ciclos da natureza, muitas vezes associados com os ciclos femininos de ovulação e com a acordância entre a fertilidade da mulher e da terra, e, portanto, a criação de calendários para marcar o tempo desses ciclos.

O Calendário Maia e o Egípcio, tem por sua vez uma data comum de comemoração da mudança de ciclo ou o início do ano novo, o dia 26 de julho (considerado aqui para efeito de datação o calendário gregoriano). Mas o que tem de especial nessa data? É a data em que a estrela Sirius fica mais brilhante nos céus da terra, minutos antes do nascer do Sol, logo no amanhecer do dia 26 de julho, num fenômeno conhecido como o nascimento HELÍACO DE SÍRIUS.

Hoje, na cultura ocidental, seguimos o calendário Gregoriano, oficialmente promulgado pelo Papa Gregório XIII em 1582 em substituição do calendário juliano implantado pelo líder romano Júlio César em 46 a.C. O antigo calendário Juliano tinha 10 meses, por isso setembro, outubro novembro e dezembro constavam como o sétimo, oitavo, nono e décimo mês.

As antigas comemorações seguiam o ciclo lunar ou o solar ou ainda um mix dos dois, como na Babilônia. O antigo calendário babilônico era lunissolar, e por volta do ano 2.000  aC  previa um festival de primavera e o ano novo durante a lua de Nisan (que é a primeira lua cheia da primavera), que acontece em meados de março, no continente Europeu e no Oriente Médio. O calendário romano antigo, por sua vez inspirado nos babilônicos, designava 1º de março como o primeiro dia do ano.

Independente de se relacionar com uma ou outra data, seu simbolismo sempre esteve associado aos rituais de passagem e expectativas de um melhor futuro, e relacionava-se também com o momento dos encontros, namoros e casamentos, associados a festividades primaveris e da alegria pelo final do inverno. Por conta disso existe uma identificação com várias Deusas relacionadas à fertilidade, colheita e casamentos.

Os Romanos inauguraram a data de primeiro de janeiro como o início do novo calendário. Com o advento do Cristianismo houve uma mudança radical e o ano novo passou a ser comemorado no dia 25 de Dezembro por conta da data estimada do nascimento de Cristo. Isso persistiu até a idade média em algumas regiões. Já o dia 01 de janeiro foi consagrado à Virgem Maria em mais uma apropriação de datas pela Igreja.

Já no século 7 na região dos Flandres e da Holanda, era costume trocar presentes no primeiro dia do ano novo, comida e bebida farta e figurinhas representativas de veados e, provavelmente, da Deusa celta Cailleach[i] (Calle) , representada pela imagem de uma velha senhora que representa o inverno e ao mesmo tempo a espera da primavera.

Esse costume era considerado deplorável por um monge cristão chamado Eligius, que foi enviado a essa região para converter ao cristianismo os povos que eles chamavam pagãos, embora esses povos tivessem seus próprios cultos e religiosidade que acabou suprimida pela igreja cristã.

Essa prática religiosa (a conversão forçada) foi responsável por suprimir à força culturas diversas que praticavam cultos a múltiplos Deuses e principalmente Deusas.

Mesmo assim e apesar dessa perseguição e apropriação religiosa, sobrevivem em todos os continentes e em culturas diversas de todo o mundo as comemorações do ano novo, relacionadas com uma ampla forma de cultos e religiosidade e como um alento de esperança de um futuro melhor, mais tolerante e inclusivo e de melhores e mais fartos dias, de colheitas promissoras e de felicidade plena.

Feliz ano novo!  Frohes neues Jahr!!  Xin nian yu kuai!  ¡Feliz Año Nuevo! Bonne année! Happy New Year!  Buon anno! Akemashite Omedetou Gozaimasu! Godt nytår! Godt nytår! Laimingu naujuju metu! S novim godom! La mulți ani! Buiti iseri irumu!

[i] A palavra Cailleach significa “a mãe anciã” ou “a velha” no gaélico moderno, e provém do irlandês antigo caillech (“véu”)

 

3 thoughts on “Sobre o Ano Novo e os novos Ciclos

  1. alexandre pinheiro de souza says:

    claudia tenho 41 anos nunca casei e ha quase 10 anos não fico com uma mulher so recebo indiferença e rejeição so pq não sou bonito

  2. alexandre pinheiro de souza says:

    boa tarde infelizmente as mulheres cariocas não dar uma oprtunidade para mim de me conhecer mesmo sendo educado,gentil,simpático,respeitoso,romântico,atencioso,fiel que quer um relacionamento sério todos os homens não prestam eu levo culpa por causa dos outros homens muito injusto isso

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