Ritual do Fogo
Temos, desde a mais remota antiguidade, uma relação com o fogo que não é de controle, mas de conexão e necessidade. O domínio do fogo ocorreu há cerca de 800 mil anos.
Foram 750 mil anos de introspecção ao redor das chamas até que os primeiros seres humanos começassem a desenvolver manifestações
religiosas, como cantorias e danças em volta da fogueira, o silêncio hipnótico e rituais de curas.
Há 50 mil anos, a linguagem também surgiu e foi essencial para a transmissão das crenças. Agora, os rituais e histórias sobrenaturais que tentavam dar conta das questões pessoais de cada um, traziam a cura através do mistério das fogueiras e dos rituais de passagem
No passado, quando os rituais do fogo eram ensinados, dentro das tradições do matriarcado, normalmente cabia a uma mulher o papel de mestre para ensinar essa tradição, e cabia a essa Xamã e somente a ela, por anos seguidos a consecução do ritual e apenas depois deste aprendizado grupal e iniciático, os discípulos eram autorizados a exercer a prática sozinhos.
Agora estamos num momento em que a humanidade necessita compreender a natureza e as ligações espirituais entre os humanos e os elementos naturais e elas podem ser refeitas, então encontramos esta busca ancestral onde podemos oferecer ao fogo os pesos e as dores para transmutar através da força e da cor de suas chamas.
As Xamãs utilizavam e ensinavam a meditação através da contemplação do fogo. A oportunidade de focar a mente olhando profundamente para o fogo e vendo a energia se concretizar em formas dando luz aos seus sonhos ou pedidos é uma prática comum ainda nos dias de hoje nas aldeias e nas rodas rituais do sagrado feminino por exemplo.
Na verdade, o fogo não apresenta estado físico, já que ele não é matéria. O fogo não ocupa espaço e não apresenta massa, logo, ele não pode ser sólido, líquido, gasoso nem plasma. Sendo assim, sobrou apenas a opção energia. É isso mesmo, o fogo é energia. Esta energia manifestada pode ser vista pelo olho humano e através dele ganha a oportunidade de ver as formas pensamento manifestadas.
As Xamãs eram sacerdotisas e sábias que ajudavam a promover o bem-estar do grupo, encontrar caças, prever o clima, compreender a vida e a morte através dos rituais de passagem.
Entre os romanos, eram sacerdotisas, as vestais ,seguidoras da Deusa Vesta, que guardavam em seus templos o fogo sagrado, e esse nunca deveria se apagar. Quando visitei o Templo de Gandhi na Índia, tive oportunidade de ver a tocha sempre acesa em homenagem a ele.
Na medicina chinesa, o fogo é o elemento que rege o Chakra manipura que se localiza em cima do estômago. Seria mesmo a cozinha, grande alquimia no corpo. Do estômago para baixo é normal que a energia vá aquecendo e seria muito bom que os pés fossem quentes e a cabeça fria. Aliás cabeça fria é uma boa ideia!
E por falar em boa ideia, proponho a você agora um exercício. Olhe para as imagens desse ritual Xamânico do Deusas Divinas e descubra as imagens, desenhos e sentidos constituídos pelo fogo e suas interações comigo e com meu maravilhoso grupo. Tenho certeza de que muitas imagens e personagens virão à sua mente, conectando-se com o ritual.
E se a inspiração das Deusas te pegar, comece do início, comece pelo Ritual Matinal , aquela prática da manhã que te faz ganhar o dia!
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Cláudya Toledo
Para saber mais acesse
claudyatoledo.com.br
a2encontros.com.br
Crédito das Fotos: Lucy Pipulini
Momento inesquecível que vivenciamos, práticas libertadoras da auto estima, auto cuidado, auto amor e cooperação! Namastê Claudya, nossa amada Hara por trazer esse mundo novo na minha vida! Dana😀🦋🦉🌷
Gratidão amada Dana, é uma ferramenta poderosa mesmo o ritual do fogo! Que bom que você gostou e estava juntinho conosco!