Esquente a sua relação com o sexo tântrico

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O que acontece durante um orgasmo? Um frisson, uma descarga elétrica no corpo inteiro e, por uns momentos, parece até que você “sai de si” por uns segundos. Esta saída do corpo é o que os franceses chamam de “petitmeurt” ou pequena morte.

Estes segundos de conexão plena com o cosmos também podem ser sentidos pelos que praticam a meditação. Com o tempo e a experiência, este tempo vai aumentando. O mesmo acontece com o orgasmo.

Imagine se você, ao invés de apenas ir e voltar, puder permanecer lá por um bom tempo, até perceber e sentir novas sensações, como um mundo novo que se abre para você. É o que chamamos de sexo tântrico.

 


 

O tantra e o orgasmo ejaculatório

O sexo tântrico apavora alguns homens por eles acharem que se trata de sexo não ejaculatório. Quer dizer, eles se amedrontam pensando que não terão orgasmo. Mas não é nada disso.

Com a prática e a experiência, eles poderão sentir orgasmos múltiplos e o tempo durante o êxtase será bem maior. Veja que máximo! Estes são os princípios do sexo tântrico.

O homem aprende a separar o orgasmo da ejaculação, afinal, uma coisa não precisa ser dependente da outra. Por isso, ele não fica desmaiado e cansado como acontece logo depois de ejacular em um sexo comum. Mesmo assim, ele ainda tem orgasmo.

No geral, a paixão e o romantismo do homem só dura até a ejaculação. Depois disso, se perde. Enquanto isso, a mulher é deixada de lado e tem que esperar por mais vários minutos para que o homem se mostre disposto novamente.

Não lhe parece injusto? Se até uma partida de futebol tem dois tempos de 45 minutos, por que nós ficamos com esta abreviação de 15 minutos?

Se para os homens o sexo tântrico é bom, para as mulheres ele é maravilhoso porque ela terá do lado um homem orgástico e apaixonado por muito mais tempo.

 

Experimente o sexo curativo

Para entender melhor como funciona o sexo tântrico, imagine que você esteja fazendo uma caminhada. Primeiro, dá uma preguiça enorme, depois a satisfação de estar ali. Essa sensação de satisfação surge dos 5 aos 20 minutos.

Comparando com o sexo, é neste momento, de missão cumprida, que muitas relações entre casais param.

Mas, e depois? Voltando para a caminhada, é hora da percepção do corpo, da consciência corporal. É quando surgem as dores e a sensação de desconforto.

Depois da consciência do corpo físico, vem o esquentamento do corpo. As dores vão desaparecendo logo que o tempo vai passando e você vai se soltando e permitindo soltar as áreas travadas.

Depois desta soltura, você começa a suar, como se estivesse pondo os bichos pra fora, você está de peito aberto e começa a se curar. Esta possibilidade curativa acontece depois de cerca de 50 minutos.

Perceba todas estas fases na sua próxima caminhada e transporte-as com consciência para a cama. Você vai entender e se sentir melhor depois disso. Você terá experimentado o sexo curativo.

 

Paciência é a chave para começar a praticar o sexo tântrico

Para degustar o sexo curativo, o segredo é ir devagar. É preciso tempo para investir e se dedicar ao momento. Mas, e o que fazer com as crianças e com o telefone? Tem que dar o mesmo jeitinho que você dá para praticar um esporte, para fazer a caminhada.

A diferença é que no sexo curativo, uma vez por semana já é o suficiente. Aí você me pergunta: Só uma vez por semana? Eu te respondo que uma vez por semana por três horas é muito melhor do que 5 minutos todos os dias.

As rapidinhas, diga-se de passagem, são boas para destensionar, mas não dá tempo nem de olhar nos olhos do parceiro. Muita gente usa o momento para despejar a energia estressada no outro e se mandar.

Muitas mulheres já me contaram que costumam gritar e gemer bem alto para tudo acabar logo, mais rápido do que já é, para o cara ir logo para o banho e dar sossego a elas. Realmente uma pena.

O fato é que é muito difícil acordar a mulher por inteiro, os quatro corpos logo cedo, salvo raras exceções. Enquanto cuida do filho de madrugada, com o corpo físico ela ainda pode estar dormindo. Existe esta possibilidade.

Tanto é que ela volta pra cama e logo dorme. O homem não. A maioria deles acorda por inteiro. Por isso que nem sempre eles entram na mesma sintonia na hora das rapidinhas.

Para melhorar o seu ritual de cura sexual, você pode transar no fim da tarde, quando o sol e a lua estão no céu. Será um belo encontro, com certeza.

 

Como levar a relação em direção ao tantra?

Um bom começo seria aumentar o tempo de contato, o tempo da transa. Começar vestido, em pé, e dançando, é uma boa ideia. Nada de sentar ou deitar no começo. Permita-se se movimentar por inteiro, sem pesar em cima do outro. Nesta hora, sua dedicação diária à academia fará diferença.

Continuando, prolongue o momento da dança com abraços, beijos e outros carinhos, trocando energia. Depois pode seguir o seu menu habitual, acrescentando um papo gostoso com um aperitivo leve, uma conversa picante e interessante para os dois.

Volte para conquista em pé e depois para o seu menu. Aos poucos, você vai introduzindo danças, papos e intimidades com o outro. Vai ficando mais solto na presença dele e também saberá tirar proveito disso, com olhos nos olhos, sempre.

Outra dica bem interessante é perceber a respiração e coordenar a sua com a do parceiro, se possível. Ou tente ao menos notar as duas respirações. A cumplicidade e energia que circulam é muito envolvente neste momento.

Por fim, uma dica para as mulheres é relaxar e não contrair. Como assim? Bom, logo que a gente vai se excitando, vai gostando, contraindo e sentindo o orgasmo. É o que mais acontece.

Mas, experimente continuar relaxada mesmo estando bastante excitada e mesmo na área manipulada. Você sentirá uma sensação muito mais profunda e diferente do que já sentiu nas outras vezes. Tente!

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É empresária, palestrante, terapeuta, autora de livros e uma das maiores especialistas em relacionamentos do Brasil, com cerca de 30 anos de experiência na área. Formada em Comunicação Social pela PUC de Campinas e em Artes Cênicas pelo Conservatório Carlos Gomes, da mesma cidade, antes de abrir sua empresa de matchmaker atuou como assessora de comunicação de grandes multinacionais e fez carreira como modelo na Europa.

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