DEUSA GAIA

Ela surge no Caos primordial e é filha do próprio Caos. Ela representa o princípio da origem da vida. É considerada a imagem da grande mãe. Para os gregos antigos ela seria a própria Terra. A nossa mãe cósmica.

Ela segue do passado ancestral até nossos dias, permitindo e gerando a vida. Seu culto e admiração aumentou com a New Age dos anos 1960 com a publicação da Hipótese Gaia. A “Teoria de Gaia” (1969) foi formulada pelos cientistas James Lovelock e Lynn Margulis, e afirma que o planeta terra “um ser vivo” e que agiria de forma sistêmica. Prevê a inter-relação dos organismos que se manifestam em uma correlação infinita. Ainda segundo essa teoria, seria a própria Terra quem criaria suas condições de sobrevivência.

Embora seja uma Deusa Grega, Gaia é, para muitos estudiosos do passado humano, uma deusa que é referência à uma outra Grande Mãe pré-indo-europeia, muito mais antiga que a civilização grega.

Desde a antiguidade grega, ela é cultuada e sua história narrada de inúmeras formas, como é comum aos demais deuses gregos. Nas narrativas, ora ela é mãe, ora irmã, ora esposa, ora amante. Segundo Hesíodo, no princípio surge o Caos (o vazio) e dele nascem Gaia (a terra), Tártaro (o abismo), Eros (o amor), Érebo (as trevas) e Nix (a noite). Filha do Caos, ela é a mãe primordial do panteão Grego e de seus principais Deusas e Deuses.

Ela é a fecundidade plena, absoluta e avassaladora. Tudo que cai em seu ventre, no seu útero sagrado, gera vidas.. Ela independe da intervenção da energia masculina para gerar filhos. Ela dá à luz a Urano (seu filho e esposo), às Montanhas e ao Mar. Casada com o Céu, a Terra gera também os Titãs e os Ciclopes.

E mesmo depois de gerar os deuses e deusas em seu ventre. Gaia continua a gerar vida e a abrigar em seu corpo .

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