Como funciona a Constelação Sistêmica Familiar

Como funciona a Constelação Sistêmica Familiar
Como funciona a Constelação Sistêmica Familiar

Como funciona a Constelação Sistêmica Familiar – O filósofo e psicoterapeuta Bert Hellinger, observou que muitas vezes repetimos em nossa vida acontecimentos difíceis que tenham ocorrido aos nossos familiares no passado.

A partir das compreensões que Hellinger obteve observando diferentes sistemas familiares e grupos de pessoas ele chegou ao que se denomina “ordens do amor”.

Através desta ferramenta terapêutica o cliente, juntamente com o terapeuta, em sessões individuais ou em grupo, pode olhar para a rede de vínculos em que se encontra inserido e obter uma compreensão mais clara sobre as dinâmicas e enredos familiares que geram e mantêm emaranhados , mas que também quando olhados, reconhecidos e honrados podem tornar-se fonte de grande força , saúde e bem estar.

AS ORDENS DO AMOR

As leis sistêmicas, chamadas por Bert Hellinger de Ordens do Amor exercem papel fundamental no equilíbrio e manutenção do sistema familiar, quando por alguma razão essas ordens são “negligenciadas” dentro de um sistema ou família os efeitos são sentidos por seus membros através de barreiras relacionais, insucessos, problemas de saúde e outros.

As ordens do amor são:

Hierarquia, Pertencimento e Equilíbrio entre o dar e receber Hierarquia: os que vieram primeiro tem precedência no sistema, os mais velhos devem ser olhados com todo o respeito e cuidado, pois foi através deles e a custa de tudo que viveram que a vida chegou até nós.

Um exemplo clássico de desrespeito a ordem de chegada é quando ocorre uma separação do casal e um dos dois casa-se novamente.

Os novos companheiros, nova esposa ou esposo, entram para família como segundos na ordem de chegada e se por algum motivo querem excluir os primeiros isso com certeza irá gerar uma desordem no sistema levando a conflitos.

Pertencimento: pertencer é antes de tudo um sentimento natural, uma necessidade de qualquer ser humano.

Cada pessoa que nasce ou é vinculada a uma família/sistema, necessita ser reconhecida como membro integrante e respeitada no seu lugar e papel dentro desse mesmo sistema.
Todos os membros de um sistema são únicos e tem igual direito de pertencer, isso equivale dizer que ninguém pode ser excluído.

Quando ocorre uma situação de exclusão em um sistema alguém em uma geração futura vai representar esse ente excluído sem que necessariamente o conheça ou tenha qualquer afinidade com o excluído.

É muito comum nas famílias haver entes excluídos pelos mais diferentes motivos como filhos abortados (espontaneamente ou não), pessoas com doenças psiquiátricas, assassinos, ladrões, entes com destinos difíceis ou que fizeram coisas “moralmente” não aceitas pela família.

Equilíbrio entre o dar e receber: todo ser é dotado da capacidade de troca oferecendo a outros seus dons, capacidade e habilidades e recebendo daqueles o que for importante para satisfazer suas necessidades de sobrevivência, crescimento e desenvolvimento.

Entre casais cuja dinâmica compromete a Lei do dar e receber, um dá mais ao outro do que ele ou ela possam retribuir, prejudicando assim, o equilíbrio de troca.

Nesse caso quem deu mais, sente-se no direito de cobrar e quem recebeu demais, sente-se na divida e tem dificuldades de permanecer na relação.

Muitas vezes, num relacionamento afetivo quem deu menos não consegue se equilibrar, e acaba indo embora.

Esta mesma situação se aplica a tudo que se possa dar ou receber: carinho, cuidado, dinheiro, atenção, compreensão, tempo, proteção, tolerância.

Quem deu em excesso também é responsável por sua atitude, pois ao dar demais acabou desrespeitando o outro na sua dignidade.

Somente na relação de pais para filhos esse equilíbrio não se verifica, pois os pais sempre terão dado mais aos filhos do que recebido deles.

Os pais deram a VIDA aos filhos e os filhos nunca poderão retribuir aos pais pelo dom da VIDA que receberam.

Os filhos só poderão caminhar com equilíbrio e força na vida se aceitarem o fato de que receberam mais dos pais e de seus antepassados por terem lhes transmitido a vida.

Ter gratidão pela vida é reconhecer, antes de tudo, que ela chegou a nós por intermédio dos nossos pais e antes deles pelos pais deles e assim sucessivamente, independentemente de como eles fizeram ou deixaram de fazer.

Sem julgamento! Reconhecimento e gratidão são as únicas retribuições que os pais desejam.

A relação entre o dar e receber também se verifica em outros sistemas diferentes do familiar, como nos sistemas produtivos ou de trabalho.

Hoje especialmente faremos práticas constelares onde todos serão constelados a partir de suas demandas.

Venha, você pertence!

One thought on “Como funciona a Constelação Sistêmica Familiar

  1. Andrea Makarian says:

    Querida Claudia,

    Venho hoje apenas agradecer a maneira linda e delicada que você conduziu minha constelação, no dia 30 de março. Foi um momento de grande cura e libertação. Obrigada!

    Agradeço também a todos envolvidos nesta vivência que, com amor e entrega, me ajudaram avançar mais um nível no meu processo de evolução.

    Aproveito para chamar a atenção das pessoas para a importância do autoconhecimento e da busca pela própria história. Isso nos permite conhecer mais dos nossos antecessores, permitindo uma compreensão maior do que eles aprenderam sobre relacionamento, família, dinheiro e automaticamente o que eles nos ensinaram.

    Saber quem foram as pessoas que vieram antes de nós e quais foram seus medos, suas crenças e suas experiencias é fundamental para nosso desenvolvimento e evolução. Isso revela muito do que eles nos ensinaram e de como esses ensinamentos repletos de faltas e excessos reverberaram na nossa vida e na nossa história individual.
    Digo isso, pois, apesar de não ser minha primeira Constelação, essa vivência que fizemos juntas, trouxe questões nunca percebidas, o que deixou claro que esta cura era muito mais do que um desejo meu, mas uma necessidade das mulheres que vieram antes de mim. E para que você possa compreender melhor o que aconteceu, vou compartilhar um momento muito especial.

    Dois dias depois de realizar a vivência, eu fiquei agitada o dia todo sem saber o que exatamente estava acontecendo. Sentia apenas que era algo relacionado a constelação.
    À noite, ao me deitar, tive uma crise de choro e me entreguei numa conversa profunda com a três senhoras (mãe, vó e bisavó). Eu sentia que elas clamavam pelo meu perdão, ao mesmo tempo que implorava para que elas me perdoassem, pois, por motivos óbvios (eu era uma só uma criança), não pude compreender que vim para este mundo num emaranhado de traumas e dores e que elas fizeram e me deram o melhor que elas puderam.

    Como estava em flow, não sei precisar o tempo que isso durou, mas posso garantir que não foi rápido.

    Finalizada a “cerimonia do perdão”, entrei num profundo processo de perdão e reconexão com meu corpo fisico. Todas as fichas caíram ali, tudo ficou claro como água e quanto mais eu compreendia o que acontecera comigo e com elas até aquele momento, tudo se dissolvia como pó e eu era tomada por um sentimento (quádruplo) de paz, jamais sentido antes.

    Foi incrível e tem sido muito libertador! Cada dia uma peça se encaixa na construção dessa nova Andrea.

    Mais uma vez, obrigada! Só tenho a agradecer… GRATIDÃO!

    Com amor, Maka!
    Andrea Makarian / Jornalista

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