“Cupidos profissionais” ajudam brasileiros a encontrar sua cara-metade

Por Vanessa Sulina, do R7
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Dia dos Bamorados
“Cupido profssional” Claudya Toledo ajudou Sandra e Eduardo a se encontrarem. Hoje estão casados e com uma filha de um ano e quatro meses
Divulgação

Encontrar a sua cara-metade ou a tal alma gêmea não é tarefa fácil para muita gente. Sair, dar oportunidade de conversa para alguém, marcar o primeiro encontro, aguentar os tais telefonemas furados, expectativa se o relacionamento vai ou não para frente, tudo isso cansa e dá preguiça para muita gente interessada em encontrar um companheiro sério. Para “encurtar” esse caminho, há quem busque por agências de casamento, que ajudam a “triar” os perfis e chegar até a pessoa supostamente ideal.

“Cupida profissional” declarada, a dona da agência A2Encontros, Claudya Toledo, disse que com a “globalização”, as oportunidades para conhecer pessoas quintuplicaram. Apesar disso, o tempo para se dedicar a relacionamentos reduziu pela metade. Para ela, é mais fácil recorrer a uma agência — que escolhe por você — a se aventurar em “300 oportunidades que surgem” neste caminho.

— Lá, os interessados sabem que chegarão até eles pessoas com a mesma afinidade e compatibilidade. Além de dar segurança, já que todos que se cadastram estão procurando relacionamento estável. Nós fazemos a sintonia mais grossa, e os casais depois que irão fazer a sintonia fina.

Em 20 anos de empresa, a publicitária contou que já uniu 4.730 casais. Uma das que se casou foi a administradora de empresas, 36 anos, Sandra Leitão Teixeira Gomes. Desiludida com “relacionamentos furados”, ela revelou que procurou a maneira alternativa de conhecer a sua cara-metade e acabou dando certo.

— Tive um rolo de oito anos, que não queria saber de nada. Um mestre de ioga que conheci me indicou a agência. Depois que me cadastrei, comecei a sair mais, fui a viagens de solteiros, conheci gente e formei grupos de amigos. Antes de chegar ao perfil do meu marido, a agência havia me indicado seis outros perfis, mas eles não haviam aceitado o meu. Logo depois, veio o do meu marido, ele me aceitou e eu curti o perfil dele também. Nós saímos e estou casada há quatro anos. Temos uma menina de um ano e quatro meses.

De acordo com Claudya além do cadastro, a agência também faz um trabalho com psicólogos que ajudam a pessoa a entender melhor as suas atitudes e o outro. Também são feitas aulas de etiqueta e repaginada no visual, caso seja necessário.  Para Sandra, essa é uma das grandes diferenças, já que é possível ver “onde e o que você está errando” e aprender a lidar com as “diferentes personalidades”.

O que não pode faltar


Há 17 anos neste mercado, a pedagoga e dona da agência de casamentos em Curitiba (PR), a Par Ideal, Sheila Rigler, contou que o serviço é procurado por pessoas de várias idades, das classes A e B, principalmente com estabilidade financeira. Apesar de cada um dos interessados buscar por características diferentes, há algumas que se repetem em homens e nas mulheres.— Homens querem mulher bonita, mas não existe um padrão. Se ele não achar bonita, não sai de jeito nenhum. Mulher está mais preocupada se ele é fiel, ele é educado, outros valores mais interessantes que a beleza física. Mas para os dois, o companheirismo está em primeiro lugar 100% coloca isso.

Saber as características do interessado foi “essencial” para a pedagoga Marisabel Alves Santos Odttis, 28 anos, dar chance homem que se tornou seu marido há dez anos. Segundo ela, pela ficha foi possível descobrir que ele “não fumava”.

— Mulher é muito detalhista. Pela agência, sabia que o investimento não era no escuro.

Não falta solteiros


De acordo com o Censo 2010 realizado pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), 50% dos brasileiros acima de dez anos estão solteiros. Segundo a pesquisa, 80 milhões estavam sem companhia e 81 milhões viviam em união. Em São Paulo, o número de pessoas sozinhas era de quase 18 milhões, em um total de quase 37 milhões.

Para Sheila, o segredo para um relacionamento dar certo é “estar feliz consigo mesmo”. Segundo ela, se a pessoa não está em um bom momento, arrumar alguém “só trará dor de cabeça”.

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